Ambiente Virtual de Formação


Sacrosanctum Concilium — Constituição Conciliar sobre a Liturgia


Este texto sobre a Formação Litúrgica completa o estudo da ficha anterior, referente ao primeiro capítulo da Constituição «Sacrosanctum Concilium» («Sagrado Concílio» [SC]), sobre a Sagrada Liturgia: Princípios gerais em ordem à reforma e incremento da Liturgia. Neste texto, são abordados os pontos II e V, nos quais podemos perceber a nova mentalidade que surgia graças ao II Concílio do Vaticano. Estes textos lembram que além da Missão de Santificar, a Igreja também tem a Missão de Ensinar o Povo de Deus, daí a importância da formação litúrgica dos cristãos e a criação de um estrutura pastoral dedicada à Pastoral Litúrgica nas dioceses e paróquias.
O ponto II — Educação e participação ativa (parágrafos 14-20) — indica que a participação ativa na celebração é um direito e um dever de todos os fiéis. Todavia, para que isso aconteça, é fundamental que haja formação litúrgica, a começar pelo clero que, por sua vez, deve multiplicar a formação aos agentes de pastoral e ao povo. Esta ação insere-se na grande preocupação do Concílio em renovar a Igreja e fazer com que a sua prática e o seu discurso sejam significativos ao ser humano dos tempos modernos.
O ponto V — Incremento da ação pastoral litúrgica (parágrafos 43-44) — apresentada as condições para que a Pastoral Litúrgica se possa desenvolver e atingir o seu objetivo: o cuidado espiritual do Povo de Deus, a quem os Ministros Ordenados devem servir. O Concílio determinou que em todos os países fossem criados uma Comissão Litúrgica – com especialistas em Liturgia, Música Sacra e Pastoral – e um Instituto de Liturgia Pastoral; e estas duas estruturas deveriam ser reproduzidas nas dioceses e nas paróquias.
Atualmente, é impensável que numa comunidade e/ou paróquia não exista uma «equipa» de liturgia, ou que não haja a preocupação com a formação litúrgica dos agentes de pastoral, mas esta é uma realidade do nosso tempo. Na época do Concílio não era assim! A própria noção de «equipa pastoral» só nasceu depois deste importante evento que, bem diferente dos outros,se preocupou muito com a «pastoral». Esta foi a grande mudança em relação aos outros concílios. Nesta nova forma de organizar a ação eclesial, a Pastoral Litúrgica foi uma das primeiras equipas a serem criadas nas dioceses e paróquias. Com isso, pode-se dizer que as mudanças litúrgicas, sugeridas e implantadas ao longo desses cinquenta anos, contribuíram para fortalecer a nova conceção de Igreja como «Povo de Deus». Se hoje existem equipas, nas paróquias e comunidades, é porque o Concílio as incentivou e indicou orientações para isso. Também, foi em função da organização pastoral que a Igreja determinou que os Livros Litúrgicos: Missal, Lecionários, Rituais Sacramentais, fossem traduzidos para as línguas locais. Outra importante orientação do Concílio foi que os bispos considerassem a possibilidade de fazer adaptações das culturas locais na Liturgia.
As Celebrações Litúrgicas oferecem um profundo ensinamento espiritual numa dimensão formativa que não se dá através das práticas pedagógicas, mas da mistagogia, isto é, o cristão é inserido no mistério de Cristo e, por conseguinte, da Igreja, Povo de Deus, através da participação ativa nas celebrações. É através dos sinais litúrgicos e, especialmente, através dos sinais sensíveis e visíveis da fé, os Sacramentos, que a comunidade e cada singular cristão experimenta o divino na sua vida. Por isso, a participação nas celebrações não deve ser vista como uma obrigação, mas como fonte e ápice da vida cristã. Na Liturgia, os fiéis celebram a fé e são impelidos a viver a prática cristã no quotidiano, dando testemunho por atos e palavras daquilo que dizem crer!

© Ambiente Virtual de Formação — www.ambientevirtual.org.br —
© Arquidiocese de Campinas, Brasil
© Adaptado por Laboratório da fé, 2014



Questões para reflexão

  • Por que se considera que a Celebração da Liturgia é uma escola de Santidade?
  • As equipas de liturgia que conheces preocupam-se em ajudar o povo a rezar?
  • Quais os pontos que julgas fundamentais na formação dos agentes da Pastoral Litúrgica?

Partilha connosco a tua reflexão!


II Concílio do Vaticano, no Laboratório da fé, 2014

Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 16.1.14 | Sem comentários
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