PREPARAR O DOMINGO SEGUNDO

19 DE JANEIRO DE 2014


Isaías 49, 3.5-6

Disse-me o Senhor: «Tu és o meu servo, Israel, por quem manifestarei a minha glória». E agora o Senhor falou-me, Ele que me formou desde o seio materno, para fazer de mim o seu servo, a fim de Lhe reconduzir Jacob e reunir Israel junto d’Ele. Eu tenho merecimento aos olhos do Senhor e Deus é a minha força. Ele disse-me então: «Não basta que sejas meu servo, para restaurares as tribos de Jacob e reconduzires os sobreviventes de Israel. Vou fazer de ti a luz das nações, para que a minha salvação chegue até aos confins da terra».




A salvação de Deus é universal


O texto no seu contexto
. Neste domingo, lê-se uma parte do segundo poema do Servo de Yahveh. O «Servo» foi «formado» pelo próprio Deus «desde o seio materno» (versículo 5), tal como o profeta Jeremias e, mais tarde, Paulo de Tarso. Em seguida, Isaías explica a sua missão com as expressões «reconduzir Jacob» e «reunir Israel», num claro paralelismo sinonímico. Os verbos «reconduzir», «reunir», e o substantivo «sobreviventes» evocam o regresso do desterro da Babilónia (587-538 antes de Cristo); contudo, continuamos sem saber de quem se trata. A identificação deste personagem continua a ser um enigma: é uma figura individual ou coletiva? No final dos versos propostos na primeira leitura do segundo domingo (Ano A), o «etnocentrismo» e o particularismo de Israel desfaz-se em favor da universalidade: o servo tem como missão ser «luz das nações» para que a salvação «chegue até aos confins da terra».

O texto na história da salvação. Embora esteja por determinar o papel que têm os Cânticos do Servo dentro da teologia do Segundo Isaías, o contexto histórico em que nasce este livro faz referência ao perdão de Deus ao seu povo que já cumpriu o castigo (regresso do desterro), ao mesmo tempo que se adivinha um convite a voltar a Judá para começar uma nova relação de amor. O autor propõe o início da travessia de um novo êxodo que, ao contrário do primeiro, será através de caminhos amplos e por entre uma grande alegria que conduz até Jerusalém. Mais ainda: a missão salvífica do Servo rompe as barreiras da nação israelita para envolver a humanidade inteira.

Palavra de Deus para nós: sentido e celebração litúrgica. As religiões, em geral, pecam pelo «etnocentrismo» e pelo «particularismo». Alguns, poucos, são os chamados; alguns, poucos, são os que alcançam a salvação. A missão do Servo de Yahveh, ao contrário, tem uma dimensão universal. Deus é para todos, ou não é Deus.

© Pedro Fraile Yécora, Homiletica
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2014
A utilização ou publicação deste texto precisa da prévia autorização do autor

Preparar o domingo segundo (Ano A), no Laboratório da fé, 2014

Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 15.1.14 | Sem comentários
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