PREPARAR O DOMINGO SEGUNDO DE ADVENTO

8 DE DEZEMBRO DE 2013


Isaías 11, 1-10

Naquele dia, sairá um ramo do tronco de Jessé e um rebento brotará das suas raízes. Sobre ele repousará o espírito do Senhor: espírito de sabedoria e de inteligência, espírito de conselho e de fortaleza, espírito de conhecimento e de temor de Deus. Animado assim do temor de Deus, não julgará segundo as aparências, nem decidirá pelo que ouvir dizer. Julgará os infelizes com justiça e com sentenças rectas os humildes do povo. Com o chicote da sua palavra atingirá o violento e com o sopro dos seus lábios exterminará o ímpio. A justiça será a faixa dos seus rins e a lealdade a cintura dos seus flancos. O lobo viverá com o cordeiro e a pantera dormirá com o cabrito; o bezerro e o leãozinho andarão juntos e um menino os poderá conduzir. A vitela e a ursa pastarão juntamente, suas crias dormirão lado a lado; e o leão comerá feno como o boi. A criança de leite brincará junto ao ninho da cobra e o menino meterá a mão na toca da víbora. Não mais praticarão o mal nem a destruição em todo o meu santo monte: o conhecimento do Senhor encherá o país, como as águas enchem o leito do mar. Nesse dia, a raiz de Jessé surgirá como bandeira dos povos; as nações virão procurá-la e a sua morada será gloriosa.



Jessé

Jessé tinha oito filhos. Pela história bíblica, sabemos que Deus enviou o profeta Samuel para escolher um rei de entre os oito filhos de Jessé. Ora, estranhamente, não foi escolhido o mais velho, nem o maior ou o mais forte... mas foi escolhido o mais jovem, o que andava no campo a cuidar do rebanho, o mais pequeno e, aparentemente, o mais frágil. Foi este «pequeno» David que se tornou um grande rei de Israel. Este é o motivo pelo qual Jessé se tornou célebre, recordado nos textos bíblicos: é o pai do rei David; é o antepassado de uma grande linhagem, representada como uma árvore: uma árvore aberta a um grande futuro, uma árvore que jamais devia morrer.

Temor de Deus

Não se trata de medo. Não é ter medo de Deus. É ter respeito. O respeito que temos em relação a Deus.



Deus promete um «rebento» de Jessé

As relações de Isaías com os reis do seu país não andam de vento em popa. As guerras com os povos vizinhos provocam reveses que humilham e fragilizam a população. Em nome da sua fé, o profeta reage. Para ele, o verdadeiro rei é Deus. Não foi Deus que prometeu dar prosperidade à dinastia de David? Numa altura em que os reis desrespeitam a justiça divina, Deus há de suscitar um novo descendente de David, que corresponderá às promessas de paz e de felicidade. O texto profético continuará a ter «validade», mesmo depois da dissolução da realeza em Israel. Deus suscitará um rei, um messias, segundo o seu coração que assegurará a paz ao povo e até a toda a Criação.



© Laboratório da fé, 2013



  • Rezar o domingo a partir da primeira leitura: Isaías 11, 1-10 > > >



Preparar o domingo segundo de Advento (Ano A), no Laboratório da fé, 2013
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 7.12.13 | Sem comentários
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