PREPARAR O DOMINGO VIGÉSIMO OITAVO

Com frequência caímos em expressões que excluem: «aquele ou aquela não é dos nossos»; «é estrangeiro(a)»; «não se esforça por aprender a nossa língua, a nossa cultura»; «que vá para a sua terra»; «tira-nos o trabalho»; «para eles há sempre todos os apoios sociais»; «que trabalhem»; etc. No fundo, esta atitude corresponde a não considerar o outro como igual: os estrangeiros são os «outros», não são dos «nossos».
Jesus, no evangelho do vigésimo oitavo domingo (Ano C), mostra-nos como não faz aceção de pessoas, não pergunta de onde é cada um para lhe oferecer a cura gratuitamente, a salvação que liberta.
De forma inexplicável, o único que volta para dar graças, «glorificando a Deus em alta voz», é um samaritano, um estrangeiro. «Onde estão?» — perguntará Jesus — os outros nove que não eram estrangeiros, os que são dos «nossos», os da nossa terra, os que vivem, falam e pensam como nós. Não têm necessidade de ser agradecidos, de dar graças?
Jesus assinala a gratuidade deste estrangeiro, a sua fé profunda, a sua atitude aberta. Tudo isso, bem diferente, daqueles outros que se consideravam do povo eleito, pessoas religiosas, mas incapazes de se «surpreender» perante o dom gratuito de Deus, de considerar que dito dom não conhece fronteiras.

© Javier Velasco-Arias

© La Biblia compartida — blogue de Javier Velasco-Arias y Quique Fernández
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2013
A utilização ou publicação deste texto precisa da prévia autorização do autor



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Preparar o domingo vigésimo oitavo, Ano C, no Laboratório da fé
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 11.10.13 | Sem comentários
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