Carta encíclica sobre a fé [45]


Na celebração dos sacramentos, a Igreja transmite a sua memória, particularmente com a profissão de fé. Nesta, não se trata tanto de prestar assentimento a um conjunto de verdades abstratas, como sobretudo fazer a vida toda entrar na comunhão plena com o Deus Vivo. Podemos dizer que, no Credo, o fiel é convidado a entrar no mistério que professa e a deixar-se transformar por aquilo que confessa. Para compreender o sentido desta afirmação, pensemos em primeiro lugar no conteúdo do Credo. Este tem uma estrutura trinitária: o Pai e o Filho unem-Se no Espírito de amor. Deste modo o crente afirma que o centro do ser, o segredo mais profundo de todas as coisas é a comunhão divina. Além disso, o Credo contém uma confissão cristológica: repassam-se os mistérios da vida de Jesus até à sua morte, ressurreição e ascensão ao Céu, na esperança da sua vinda final na glória. E, consequentemente, afirma-se que este Deus-comunhão, permuta de amor entre o Pai e o Filho no Espírito, é capaz de abraçar a história do ser humano, de introduzi-lo no seu dinamismo de comunhão, que tem, no Pai, a sua origem e meta final. Aquele que confessa a fé sente-se implicado na verdade que confessa; não pode pronunciar, com verdade, as palavras do Credo, sem ser por isso mesmo transformado, sem mergulhar na história de amor que o abraça, que dilata o seu ser tornando-o parte de uma grande comunhão, do sujeito último que pronuncia o Credo: a Igreja. Todas as verdades, em que cremos, afirmam o mistério da vida nova da fé como caminho de comunhão com o Deus Vivo.

A luz da fé [Carta Encíclica sobre a fé - «Lumen Fidei»]
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  • A luz da fé — números publicados no Laboratório da fé > > >



Refletir... saborear

  • Nos sacramentos, pela profissão de fé, a Igreja transmite a sua memória
  • A profissão de fé não é uma adesão a verdades abstratas
  • A profissão de fé faz entrar na comunhão plena com Deus
  • No Credo, o fiel entra no mistério que professa
  • No Credo, o fiel é convidado a deixar-se transformar por aquilo que confessa
  • O Credo tem uma estrutura trinitária: Pai, Filho, Espírito Santo
  • O Credo contém uma confissão cristológica: vida de Jesus Cristo
  • Aquele que confessa a fé sente-se implicado na verdade que confessa
  • O Credo transforma a vida do crente
  • O Credo faz o crente mergulhar numa história de amor
  • O Credo torna o crente membro de uma grande comunhão que é a Igreja
  • O que é a profissão de fé (Credo)?
  • Qual é a estrutura do Credo?
  • O Credo é ativo ou passivo: interfere ou não na vida do crente?
  • Que relação existe entre o Credo e a Igreja?
© Laboratório da fé, 2013

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Papa Francisco, Carta Encíclica sobre a fé (Lumen Fidei — A luz da fé)
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 25.9.13 | comentários
1 comentário:
  1. Porque as igrejas não pagam imposto.

    Como pode algumas igrejas mais privilegiadas, as quais arrecadam tanto dinheiro quanto as empresas multinacionais não pagar imposto.
    A explicação é que para o governo, é interessante manter estas instituições isentas, pois elas são um grande sustentáculo que mantém o povo paciente e esperançoso em deliciar-se em uma vida futura, embora ninguém tenha certeza que exista tal vida após a morte.
    No congresso nacional, quando algum deputado apresenta um projeto sobre cobrança de imposto para as igrejas, imediatamente a bancada evangélica se levanta e impede a aprovação de tal projeto. Isso é muito engraçado para não dizer vergonhoso, pois nas igrejas eles não abrem mão do dizimo, mas quando são convocados a pagarem pelo menos uma parcela da sua grande arrecadação em forma de impostos para o governo, ai eles negam e esperneiam. Eles agem com dois pesos e duas medidas, seus seguidores não podem deixar de pagar o dizimo, mesmo sendo um velhinho aposentado e doente, ou alguém que ganha apenas o vergonhoso salário mínimo, mas eles se negam a contribuir mesmo arrecadando grandes fortunas.
    Para os que não sabem, as escolas particulares no Brasil são obrigadas a pagar altos impostos. Pergunto, qual é mais importante na nossa vida em sociedade, são as igrejas ou as escolas. Penso que nas escolas é onde buscamos conhecimentos, os quais serão utilizados por toda nossa vida, sem isso estaríamos mergulhados na mais profunda ignorância.
    Será que só preparo religioso levaria alguém a progredir na vida? Será que uma pessoa em sã consciência arriscaria não procurar nenhuma escola e freqüentaria somente a sua congregação para adquirir conhecimentos?
    Nós podemos viver bem sem sermos religiosos, mas não podemos viver bem sem o ensino. As pessoas sem religião, as quais somente procuram as escolas, conseguem levar uma vida normal, desde que sejam honestas e trabalhadoras. Essa é uma prova de que as escolas são mais importantes que as igrejas. Diante deste quadro, podemos perguntar, porque as igrejas não pagam impostos e as escolas pagam?

    Paulo Luiz Mendonça.

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