15 DE AGOSTO DE 2013


Evangelho segundo Lucas 1, 29-56

Naqueles dias, Maria pôs-se a caminho e dirigiu-se apressadamente para a montanha, em direcção a uma cidade de Judá. Entrou em casa de Zacarias e saudou Isabel. Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, o menino exultou-lhe no seio. Isabel ficou cheia do Espírito Santo e exclamou em alta voz: «Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre. Donde me é dado que venha ter comigo a Mãe do meu Senhor? Na verdade, logo que chegou aos meus ouvidos a voz da tua saudação, o menino exultou de alegria no meu seio. Bem-aventurada aquela que acreditou no cumprimento de tudo quanto lhe foi dito da parte do Senhor». Maria disse então: «A minha alma glorifica o Senhor e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador, porque pôs os olhos na humildade da sua serva: de hoje em diante me chamarão bem-aventurada todas as gerações. O Todo-Poderoso fez em mim maravilhas: Santo é o seu nome. A sua misericórdia se estende de geração em geração sobre aqueles que O temem. Manifestou o poder do seu braço e dispersou os soberbos. Derrubou os poderosos de seus tronos e exaltou os humildes. Aos famintos encheu de bens e aos ricos despediu de mãos vazias. Acolheu a Israel, seu servo, lembrado da sua misericórdia, como tinha prometido a nossos pais, a Abraão e à sua descendência para sempre». Maria ficou junto de Isabel cerca de três meses e depois regressou a sua casa.



Donde me é dado que venha ter comigo a Mãe do meu Senhor?

No evangelho de hoje, Lucas narra a visita de Maria à sua prima Isabel seguida do canto do «Magnificat» (Lucas 1, 39-56). No «Magnificat», Maria une a sua voz à voz de outras mulheres do Antigo Testamento, como Débora (Juízes 5), Maria (Êxodo 15, 20-21), Ana, mãe de Samuel (1Samuel 2, 1-10), que também entoaram um cântico ao Senhor. A partir de um único centro (Deus), o horizonte do «Magnificat» abre-se em três sucessivas ondas concêntricas: Deus e Maria; Deus e os humildes; Deus e Israel.
Os versículos 46 a 50 contêm o coração do cântico. Com um vocabulário tomado das passagens do Antigo Testamento, Maria expressa os seus sentimentos mais profundos. Como na Anunciação, declara-se a «escrava do Senhor». O motivo do seu louvor é a ação que o Senhor realizou em seu favor. Por isso, manifesta-lhe o seu louvor com alegria, consciente da sua felicidade.
Na segunda parte do cântico (versículos 51 a 53), Maria elogia a atuação universal de Deus, que derruba os soberbos e exalta os humildes, manifestando assim a sua predileção por estes últimos. Por se tratar de uma experiência análoga, Lucas imita, nas linhas essenciais, o cântico de Ana (1Samuel 2, 1-10): uma mulher louva a Deus pela sua maternidade, uma maternidade cujo fruto provoca uma mudança total nas situações humanas. Poder-se-ia resumir deste modo: reprovação dos orgulhosos (versículo 51); troca das situações na ordem do poder (versículo 52) e na ordem da pobreza (versículo 53).
Por último, nos versículos 54-55, Maria concretiza o âmbito teológico no qual se realiza a misericórdia salvífica do Senhor: Israel. O conteúdo desta secção pode-se esquematizar nos seguintes pontos: Deus acolheu Israel; escolheu-o pela sua misericórdia em favor da linhagem de Abraão; pela sua fidelidade, tal como tinha prometido.

© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2013
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15 de agosto
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 15.8.13 | Sem comentários
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