A porta da fé [1]


Estamos a quinze semanas de concluir o Ano da Fé, que se iniciou em outubro de 2012 e terminará em novembro de 2013. Semanalmente, apresentamos um número da Carta Apostólica do papa Bento XVI com a qual proclamou o Ano da Fé — «A porta da fé» («Porta Fidei»). E juntamos uma proposta de reflexão elaborada por Pedro Jaramillo. O objetivo é dar um contributo para uma avaliação mais cuidada sobre a forma como estamos a viver o Ano da Fé. Bom proveito!

A PORTA DA FÉ (cf. Atos 14, 27), que introduz na vida de comunhão com Deus e permite a entrada na sua Igreja, está sempre aberta para nós. É possível cruzar este limiar, quando a Palavra de Deus é anunciada e o coração se deixa plasmar pela graça que transforma. Atravessar esta porta implica embrenhar-se num caminho que dura a vida inteira. Este caminho tem início no Batismo (cf. Romanos 6, 4), pelo qual podemos dirigir-nos a Deus com o nome de Pai, e está concluído com a passagem através da morte para a vida eterna, fruto da ressurreição do Senhor Jesus, que, com o dom do Espírito Santo, quis fazer participantes da sua própria glória quantos crêem n’Ele (cf. João 17, 22). Professar a fé na Trindade – Pai, Filho e Espírito Santo – equivale a crer num só Deus que é Amor (cf. 1 João 4, 8): o Pai, que na plenitude dos tempos enviou seu Filho para a nossa salvação; Jesus Cristo, que redimiu o mundo no mistério da sua morte e ressurreição; o Espírito Santo, que guia a Igreja através dos séculos enquanto aguarda o regresso glorioso do Senhor.

A porta da fé [Carta Apostólica para o Ano da Fé - «Porta Fidei»]

  • A porta da fé — números publicados no Laboratório da fé > > >



Aspetos que se podem sublinhar

  • A fé é como uma porta, que está sempre aberta para entrarmos por ela na vida
  • Como cruzamos essa porta para entrar na vida? Pela Palavra de Deus e pela Graça.
  • Onde nos conduz a «porta da fé»? Abre-nos à entrada de um «caminho», que começa com o batismo, termina com a ressurreição e introduz-nos no mistério amoroso de Deus: o Pai que nos envia o seu Filho por amor; o Filho que nos salva com a sua entrega; o Espírito Santo que nos guia, como Igreja, até que o Senhor volte.

Interiorizando

  • Examinamos se realmente já entramos pela porta da fé ou ainda estamos sem tomar uma decisão. Pode ser que nos digamos crentes, mas não tenhamos fé. Parece impossível? É! Mas acontece quando ficamos em cumprimentos de coisas externas e não chegamos a «gozar» de uma adesão pessoal a Jesus Cristo.

  • Examinamos se a fé nos abre para um caminho a percorrer ou pensamos que já nos colocou na meta e não precisamos de progredir. Esse é, muitas vezes, o nosso «pecado», porque pensamos que já somos «muito crentes» e não pedimos ao Senhos que aumenta a nossa fé: «Creio, Senhor, mas aumenta a minha fé» (Marcos 9, 24).

  • Examinamos se a meta — a vida dentro do mistério de Deus Trino — nos «atrai» realmente ou fica fora dos nossos «projetos de vida», como algo que em nada nos influencia. Pela fé, participamos na própria vida de Deus, que é Pai, Filho e Espírito Santo. Recordamos as palavras de Jesus: «se alguém me ama, viremos a ele e faremos nele a nossa morada» (João 14, 23).

© Pedro Jaramillo
© Tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2013

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Bento XVI, Carta Apostólica «A porta da fé»
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 16.8.13 | Sem comentários
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