Carta encíclica sobre a fé [12]


A história do povo de Israel, no livro do Êxodo, continua na esteira da fé de Abraão. De novo, a fé nasce de um dom originador: Israel abre-se à ação de Deus, que quer libertá-lo da sua miséria. A fé é chamada a um longo caminho, para poder adorar o Senhor no Sinai e herdar uma terra prometida. O amor divino possui os traços de um pai que conduz o seu filho pelo caminho (cf. Deuteronómio 1, 31). A confissão de fé de Israel desenrola-se como uma narração dos benefícios de Deus, da sua ação para libertar e conduzir o povo (cf. Deuteronómio 26, 5-11); narração esta, que o povo transmite de geração em geração. A luz de Deus brilha para Israel, através da comemoração dos factos realizados pelo Senhor, recordados e confessados no culto, transmitidos pelos pais aos filhos. Deste modo aprendemos que a luz trazida pela fé está ligada com a narração concreta da vida, com a grata lembrança dos benefícios de Deus e com o progressivo cumprimento das suas promessas. A arquitetura gótica exprimiu-o muito bem: nas grandes catedrais, a luz chega do céu através dos vitrais onde está representada a história sagrada. A luz de Deus vem-nos através da narração da sua revelação e, assim, é capaz de iluminar o nosso caminho no tempo, recordando os benefícios divinos e mostrando como se cumprem as suas promessas.

A luz da fé [Carta Encíclica sobre a fé - «Lumen Fidei»]
A luz da fé [Carta Encíclica sobre a fé - «Lumen Fidei»] — pdf

  • A luz da fé — números publicados no Laboratório da fé > > >



Refletir... saborear

  • A fé do povo de Israel segue o exemplo de Abraão
  • A fé nasce de um dom originador: Deus
  • A fé é chamada a fazer caminho
  • A luz da fé dá-se na narração da vida
  • A confissão de fé de Israel faz-se na narração da ação de Deus em seu favor
  • A luz da de Israel transmite-se de geração em geração na:
    — comemoração dos factos realizados por Deus
    — recordação dessa ação de Deus
    — celebração cultual desses acontecimentos
    — transmissão familiar
  • Os vitrais das catedrais góticas ilustram bem esta realidade
  • A fé, para mim, é um caminho a percorrer?
  • A confissão da (minha) fé faz-se em «doutrinas» ou na narração da vida?
  • O que tenho para dizer sobre a ação de Deus na minha vida?
  • Comemoro os factos realizados por Deus?
  • Recordo a ação de Deus?
  • Celebro cultualmente a presença de Deus?
  • Transmito aos meus familiares a ação de Deus na minha vida?
© Laboratório da fé, 2013

Partilha connosco a tua reflexão!


Papa Francisco, Carta Encíclica sobre a fé (Lumen Fidei — A luz da fé)
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 23.8.13 | Sem comentários
0 comentários:
Enviar um comentário

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
  • Recentes
  • Arquivo
  • Comentários