Sagrado Coração de Jesus, sexta-feira, 7 de junho


Evangelho segundo Lucas 15, 3-7

Naquele tempo, disse Jesus aos fariseus e aos escribas a seguinte parábola: «Quem de vós, que possua cem ovelhas e tenha perdido uma delas, não deixa as outras noventa e nove no deserto, para ir à procura da que anda perdida, até a encontrar? Quando a encontra, põe-na alegremente aos ombros e, ao chegar a casa, chama os amigos e vizinhos e diz-lhes: ‘Alegrai-vos comigo, porque encontrei a minha ovelha perdida’. Eu vos digo: Assim haverá mais alegria no Céu por um só pecador que se arrependa, do que por noventa e nove justos, que não precisam de arrependimento».

Um só pecador que se arrependa

Jesus Cristo era acusado de acolher os pecadores e de se sentar com eles à mesa. O puritanismo dos fariseus e dos escribas não tolerava a convivência com pessoas de má fama. Ora, isto apenas agrava ainda mais o afastamento dos apontados como «pecadores».
É neste contexto que Jesus Cristo se dirige aos fariseus e aos escribas com a parábola que compara o «pecador» com uma ovelha perdida. Qual é a atitude do pastor? Abandona? Critica? Antes pelo contrário, o (bom) pastor deixa tudo para ir ao encontro daquela ovelha; e quando a encontra (não a recrimina), enche-se de alegria, carrega-a aos ombros, faz festa com os amigos. 
Hoje, festa litúrgica do Sagrado Coração de Jesus, o evangelho revela-nos um Deus que privilegia o acolhimento como única atitude capaz de gerar uma verdadeira conversãoInfelizmente, continuam a existir cristãos que estão mais próximos dos escribas e dos fariseus do que de Jesus Cristo! Será que não sabemos ler os ensinamentos de Jesus Cristo? Não basta «ir à missa». É preciso pô-la em prática no dia a dia!

© Laboratório da fé, 2013

O papa Francisco, na homilia de hoje, classificou a festa do Sagrado Coração de Jesus como a «festa do amor», a festa de «um coração que muito amou». Um amor que, como dizia Santo Inácio, «se manifesta mais nas obras do que nas palavras». Um amor que é «mais dar do que receber». Estes são «dois pilares do verdadeiro amor de Deus». O evangelho dá-nos a conhecer «um Deus que se faz próximo por amor, caminha com o seu povo e esse caminhar chega a um ponto inimaginável. E isto é a proximidade: o pastor próximo do seu rebanho, das suas ovelhas». Ao terminar, o Papa referiu-se à importância de nos deixarmos amar por Deus. «Pode parecer uma heresia, mas é uma grande verdade!Mais difícil do que amar a Deus é deixar-se amar por Ele! A maneira de retribuir tanto amor é abrir o coração e deixar-nos amar. Deixar que Deus se faça próximo de nós, deixar que Deus nos acaricie. É tão difícil deixar-nos amar por Deus». [fonte: news.va]

Corpo e Sangue de Jesus Cristo e nona semana, no Laboratório da fé, 2013
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 7.6.13 | Sem comentários
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