Pequeninos do Senhor


Pedro conheceu Jesus quando já era adulto. Até então, não sabia o que era ter fé. Era um homem rude, simples, pescador, que vivia para a sua família e trabalhava para ter o peixe de cada dia. Isso era pouco, mas o suficiente para uma vida humilde! E Deus viu naquele homem a possibilidade de agir e transformá-lo em pescador de homens (Lucas 5, 10), num líder de comunidades, de povos, de nações... e assim aconteceu!
O seu nome era Simão e Jesus deu-lhe um novo nome, Cefas — Kepha (Aramaico); Petros (Grego); Petrus (Latim); Cefas (Português) —, que quer dizer pedra, e sobre essa pedra quis construir a sua Igreja — Jesus disse para Pedro: «Feliz de ti, Simão, filho de Jonas, [...] Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja... Eu te darei as chaves do Reino dos Céus (Mateus 16, 15-19). A um homem considerado frágil intelectualmente, Jesus dá-lhe um nome forte, mostrando que o poder não está no controle ou na vontade do homem, mas nas mãos de Deus que molda e que transforma até as pedras do caminho.
Depois do encontro pessoal com Cristo e com um nome novo, Pedro passa a ser seguidor do Mestre!
Bento XVI, cujo nome de batismo é Joseph, teve uma formação cristã exemplar diante de um clima de hostilidade entre o regime nazista e a Igreja Católica. Cresceu num povoado, participando nas atividades litúrgicas com a sua família e comunidade; na adolescência, foi conquistado e deixou-se envolver espiritualmente, sendo despertado para o desejo de se entregar por uma causa maior: Cristo!
Na sua autobiografia, declara que quando era criança o seu caminho com a liturgia foi um processo de contínuo crescimento, e que a liturgia Católica o acompanhou em todas as fases de sua vida.


Mas o que é que Pedro, Bento XVI e, agora Francisco, têm em comum com as crianças?
Assim como eles tiveram, um dia, um encontro com Jesus, o Mestre, o Cristo que os conduziu por um Caminho de fé, de esperança e de amor, e os chamou para a vocação de discípulos e representantes de Cristo na Terra, também as crianças, no mundo de hoje, diante de tantos desafios na formação e na educação cristã, precisam de ser orientadas sob um novo prisma, um novo olhar, para terem um encontro com a pessoa de Jesus, como um amigo que, embora não seja visível, não é abstrato, e mesmo não podendo ser tocado, não é virtual, é real, existe e faz-se presente em todos os momentos.
Numa linguagem atual, dinâmica e realista, os pais e os catequistas atingem as crianças e são instrumentos do amor de Deus através das suas atitudes, do exemplo de prática cristã, elementos que elas compreendem e que afloram a perceção: a coerência entre o falar e o agir, as palavras e as ações. Uma completa a outra e solidifica o conceito!
Cada Padre, Bispo, Cardeal ou Papa teve a sua infância, a sua história pessoal, um chamamento particular em algum momento para servir a Cristo na Igreja. A família e a comunidade cristã são veículos que conduzem as crianças e os jovens para este encontro com Deus, possibilitando o surgimento de novas vocações, verdadeiros convites para o seguimento de Cristo na Igreja, na família e na sociedade!

© Rachel Abdalla — www.pequeninosdosenhor.org —
© Adaptado por Laboratório da fé, 2013

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Rachel Abdalla é fundadora e presidente da Associação Católica Pequeninos do Senhor (desde 1997); membro da 'Equipa de Trabalho' do 'Ambiente Virtual de Formação' da Arquidiocese de Campinas, São Paulo (desde 2011); coordenadora da Catequese da Família da paróquia de Nossa Senhora das Dores, em Campinas, São Paulo (desde 2012); colaboradora da Agência ZENIT – O mundo visto de Roma, na coluna quinzenal de orientação catequética Pequeninos do Senhor (desde 2012). 

Outros artigos publicados no Laboratório da fé


Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 29.5.13 | Sem comentários
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