A mãe do Redentor no Antigo Testamento


Maria é a Virgem que conceberá e dará à luz um Filho, cujo nome será Emanuel (cf. Isaías 7, 14; cf. Miqueias 5, 2-3; Mateus 1, 22-23). É a primeira entre os humildes e pobres do Senhor, que confiadamente esperam e recebem a salvação de Deus. Com ela, enfim, excelsa Filha de Sião, passada a longa espera da promessa, se cumprem os tempos e se inaugura a nova economia da salvação, quando o Filho de Deus dela recebeu a natureza humana, para libertar o homem do pecado com os mistérios da Sua vida terrena (Constituição Dogmática sobre a Igreja — «Lumen Gentium», 55).

Mistérios a partir do texto da «Lumen Gentium»


  • PRIMEIRO MISTÉRIO: A VIRGEM QUE DARÁ À LUZ UM FILHO
Ao falar da figura de Maria no Antigo Testamento, o Concílio refere o texto do capítulo 7 de Isaías: «A jovem está grávida e vai dar à luz um filho, e há de pôr-lhe o nome de Emanuel» (versículo 14). No contexto do anúncio do anjo, que convida José a tomar Maria por sua esposa, «pois o que ela concebeu é obra do Espírito Santo», Mateus (1, 22-23) atribui um significado cristológico e mariano à profecia de Isaías: «Tudo isto aconteceu para se cumprir o que o Senhor tinha dito pelo profeta» (João Paulo II, Audiência Geral de 31 de janeiro de 1996).

  • SEGUNDO MISTÉRIO: O EMANUEL
O anúncio do nascimento do Emanuel, Deus connosco, implica a promessa da presença divina na história, que encontrará o seu pleno significado no mistério da encarnação do Verbo. Mas o sinal não é só o menino, mas também a conceção extraordinária, revelada depois no parto, um acontecimento cheio de esperança que sublinha o papel central da mãe. Do mesmo modo, a profecia de Miqueias (5, 2-3) faz alusão ao Emanuel: «É de ti Belém que há de sair aquele que governará em Israel» (João Paulo II, Audiência Geral de 31 de janeiro de 1996).

  • TERCEIRO MISTÉRIO: A PRIMEIRA ENTRE OS HUMILDES
A bênção que Deus concedeu aos humildes e aos pobres, preparou de um modo mais geral a maternidade virginal de Maria. Os pobres, ao porem a sua confiança em Deus, antecipam com a sua atitude o significado profundo da virgindade de Maria, que, renunciando à riqueza da maternidade humana, esperou de Deus toda a fecundidade da sua própria vida (João Paulo II, Audiência Geral de 31 de janeiro de 1996). Com esta atitude, Maria torna-se a primeira entre os humildes e pobres de Israel.

  • QUARTO MISTÉRIO: A FILHA DE SIÃO
A Bíblia usa com frequência a expressão «filha de Sião» para se referir à cidade de Jerusalém. No momento da Anunciação, Maria, «excelsa Filha de Sião», recebe a saudação do anjo como representante da humanidade chamada a dar o seu consentimento à encarnação do Filho de Deus. Com Maria, a «filha de Sião» já não é apenas um sujeito coletivo, mas uma pessoa que presenta a humanidade, que responde à proposta do amor divino com o seu amor esponsal (João Paulo II, Audiência Geral de 1 de maio de 1996).

  • QUINTO MISTÉRIO: O FILHO DE DEUS VEM PARA LIBERTAR DO PECADO
Apesar de a humanidade ter voltado as costas a Deus, Ele não desistiu de nós. Deus nunca abandonou a humanidade. Deus comprometeu-se ao longo de toda a história em nos dar sinais, pistas, que nos permitissem reencontrar a alegria e a salvação. E esta aposta de Deus realiza-se de forma perfeita quando Jesus vem até nós e dá a sua vida para nos salvar (Rui Alberto). Jesus Cristo, o Filho de Deus, vem ao mundo para nos libertar do pecado, para nos reconciliar com Deus.

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Maio, mês de Maria, 2013 — Laboratório da fé

Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 9.5.13 | Sem comentários
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