A mãe do Redentor no Antigo Testamento


A Sagrada Escritura do Antigo e Novo Testamento e a venerável Tradição mostram de modo progressivamente mais claro e como que nos põem diante dos olhos o papel da Mãe do Salvador na economia da salvação. Os livros do Antigo Testamento descrevem a história da salvação na qual se vai preparando lentamente a vinda de Cristo ao mundo. Esses antigos documentos, tais como são lidos na Igreja e interpretados à luz da plena revelação ulterior, vão pondo cada vez mais em evidência a figura duma mulher, a Mãe do Redentor. A esta luz, Maria encontra-se já profeticamente delineada na promessa da vitória sobre a serpente (cf. Génesis 3, 15), feita aos primeiros pais caídos no pecado (Constituição Dogmática sobre a Igreja — «Lumen Gentium», 55).

Mistérios a partir do texto da «Lumen Gentium»


  • PRIMEIRO MISTÉRIO: A MÃE DO SALVADOR NA ECONOMIA DA SALVAÇÃO
Na economia da salvação, Maria é testemunha do novo «princípio» e da «nova criatura». Melhor, ela mesma, como a primeira redimida na história da salvação, é «nova criatura»: é a «cheia de graça». A nova e definitiva Aliança de Deus com a humanidade, a Aliança no sangue redentor de Cristo, inicia-se com uma mulher, a «mulher», na Anunciação em Nazaré. Esta é a novidade absoluta do Evangelho. No início da Nova Aliança, que deve ser eterna e irrevogável, está a mulher: a Virgem de Nazaré (João Paulo II, Carta Apostólica sobre a dignidade e a vocação da Mulher, 11). 

  • SEGUNDO MISTÉRIO: O ANTIGO TESTAMENTO
Ao longo do Antigo Testamento, Deus foi-se revelando de forma parcial mas gradual, como todos fazemos nas nossas relações pessoais. Foi preciso tempo para que o povo eleito aprofundasse a sua relação com Deus. A Aliança com Israel foi uma espécie de um longo período de namoro. Chegou depois o momento definitivo, o momento do matrimónio, a realização duma nova e eterna aliança. Nesse momento, Maria representa toda a humanidade (Bento XVI, Angelus de 20 de julho de 2008).

  • TERCEIRO MISTÉRIO: A PREPARAÇÃO DA VINDA DE CRISTO
A economia do Antigo Testamento está essencialmente ordenada à preparação e ao anúncio da vinda de Cristo e do seu Reino messiânico. Assim, os livros da Antiga Aliança são testemunhas permanentes de uma solícita pedagogia divina. Em Cristo, esta pedagogia atinge a sua meta: efetivamente, Ele não se limita a falar «em nome de Deus» como os profetas, mas é o próprio Deus que fala no seu Verbo eterno feito carne (João Paulo II, Carta Apostólica sobre a preparação do Novo Milénio, 6).

  • QUARTO MISTÉRIO: A QUEDA DOS PRIMEIROS PAIS
O «princípio» bíblico — a Criação — contém a verdade sobre o pecado, que pode ser chamado o pecado do «princípio» do ser humano sobre a terra. Embora o que está escrito no Livro do Génesis venha expresso em forma de narração simbólica, mesmo assim revela aquilo a que é preciso chamar «o mistério do pecado» e, mais plenamente ainda, «o mistério do mal». O pecado é a negação daquilo que Deus quer para o ser humano: a plenitude do bem (João Paulo II, Carta Apostólica sobre a dignidade e a vocação da Mulher, 9).

  • QUINTO MISTÉRIO: A VITÓRIA SOBRE A SERPENTE
A existência do que a Igreja chama «pecado original» é de uma evidência esmagadora, basta olharmos à nossa volta e dentro de nós. É o drama da liberdade, que Deus aceita até ao fim por amor, prometendo contudo que haverá um filho de mulher que esmagará a cabeça da antiga serpente. Esta Mulher, aos olhos de Deus, desde sempre tem um rosto e um nome: «cheia de graça», como foi chamada pelo Anjo. É a nova Eva destinada a ser mãe de todos os remidos (Bento XVI, Angelus de 8 de dezembro de 2008).

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Maio, mês de Maria, 2013 — Laboratório da fé


Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 8.5.13 | Sem comentários
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