Natureza e fundamento do culto


Exaltada por graça do Senhor e colocada, logo a seguir a seu Filho, acima de todos os anjos e humanos, Maria que, como mãe santíssima de Deus, tomou parte nos mistérios de Cristo, é com razão venerada pela Igreja com culto especial. E, na verdade, a Santíssima Virgem é, desde os tempos mais antigos, honrada com o título de «Mãe de Deus», e sob a sua proteção se acolhem os fiéis, em todos os perigos e necessidades. Foi sobretudo a partir do Concílio do Éfeso que o culto do Povo de Deus para com Maria cresceu admiravelmente, na veneração e no amor, na invocação e na imitação, segundo as suas proféticas palavras: «Todas as gerações me proclamarão bem-aventurada, porque realizou em mim grandes coisas Aquele que é poderoso» (Lucas 1, 48) (Constituição Dogmática sobre a Igreja — «Lumen Gentium», 66).

Mistérios a partir do texto da «Lumen Gentium»


  • PRIMEIRO MISTÉRIO: MÃE DE DEUS
O culto mariano expressou-se inicialmente na invocação de Maria como «Mãe de Deus», título que teve confirmação autorizada, depois da crise nestoriana, pelo Concílio de Éfeso que se realizou no ano 431. Expressou-se de modo especial nas festas litúrgicas, entre as quais, desde o início do século V, assumiu particular relevo «o dia de Maria», celebrado a 15 de Agosto em Jerusalém e que se tornou sucessivamente a festa da Assunção (João Paulo II, Audiência Geral de 15 de outubro de 1997).

  • SEGUNDO MISTÉRIO: CULTO PARA COM MARIA
O culto mariano desenvolveu-se até aos nossos dias em admirável continuidade, alternando-se períodos florescentes e períodos críticos que, contudo, tiveram muitas vezes o mérito de promover ainda mais a sua renovação. Após o II Concílio do Vaticano, o culto mariano parece destinado a desenvolver-se em harmonia com o aprofundamento do mistério da Igreja e em diálogo com as culturas contemporâneas, para se arraigar sempre mais na fé e na vida do povo de Deus peregrino sobre a terra (João Paulo II, Audiência Geral de 15 de outubro de 1997).

  • TERCEIRO MISTÉRIO: VENERAÇÃO E AMOR
A Igreja procura traduzir as multíplices relações que a unem a Maria, em outras tantas atitudes culturais, diversas e eficazes: em veneração profunda, quando reflete na dignidade singular da Virgem Santíssima, que, por obra do Espírito Santo, se tornou Mãe do Verbo Encarnado; em amor ardente, quando considera a maternidade espiritual de Maria para com todos os membros do Corpo Místico (Paulo VI, Exortação Apostólica para a reta ordenação e desenvolvimento do culto à Bem-aventurada Virgem Maria — «Marialis Cultus», 22).

  • QUARTO MISTÉRIO: INVOCAÇÃO E IMITAÇÃO
A Igreja também se relaciona com Maria em invocação confiante e em imitação operosa. Maria foi sempre proposta pela Igreja à imitação dos fiéis, porque, nas condições concretas da sua vida, ela aderiu total e responsavelmente à vontade de Deus; porque soube acolher a sua palavra e pô-la em prática; porque a sua ação foi animada pela caridade e pelo espírito de serviço; e porque, em suma, foi a primeira e a mais perfeita discípula de Cristo (Paulo VI, Exortação Apostólica para a reta ordenação e desenvolvimento do culto à Bem-aventurada Virgem Maria — «Marialis Cultus», 35).

  • QUINTO MISTÉRIO: BEM-AVENTURADA
Maria é o mais belo exemplo de fidelidade à Palavra divina. Esta fidelidade foi tão grande que se fez Encarnação: «faça-se em mim segundo a tua palavra» (Lucas 1, 38) — disse ela com confiança absoluta. A nossa oração recorda o Magnificat daquela que todas as gerações chamarão bem-aventurada, porque acreditou no cumprimento das palavras que lhe tinham sido ditas da parte do Senhor. Podemos dizer-lhe com serenidade: «Santa Maria, Mãe de Deus, Mãe nossa, ensinai-nos a crer, esperar e amar convosco» (Bento XVI, Homilia nas Vésperas de 12 de setembro de 2008).

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Maio, mês de Maria, 2013 — Laboratório da fé
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 24.5.13 | Sem comentários
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