Virtudes de Maria


Ao passo que, na Santíssima Virgem, a Igreja alcançou já aquela perfeição sem mancha nem ruga que lhe é própria (cf. Efésios 5, 27), os fiéis ainda têm de trabalhar por vencer o pecado e crescer na santidade; e por isso levantam os olhos para Maria, que brilha como modelo de virtudes sobre toda a família dos eleitos. A Igreja, meditando piedosamente na Virgem, e contemplando-a à luz do Verbo feito homem, penetra mais profundamente, cheia de respeito, no insondável mistério da Encarnação, e mais e mais se conforma com o seu Esposo. Pois Maria, que entrou intimamente na história da salvação, e, por assim dizer, reúne em si e reflete os imperativos mais altos da nossa fé, ao ser exaltada e venerada, atrai os fiéis ao Filho, ao Seu sacrifício e ao amor do Pai (Constituição Dogmática sobre a Igreja — «Lumen Gentium», 65).

Mistérios a partir do texto da «Lumen Gentium»


  • PRIMEIRO MISTÉRIO: CRESCER NA SANTIDADE
É assim ressaltada a diferença que existe entre os fiéis e Maria, pertencendo embora ambos à santa Igreja, que se tornou por Cristo «sem mancha nem ruga ». Com efeito, enquanto os fiéis recebem a santidade por meio do batismo, Maria foi preservada de toda a mancha de pecado original. Não obstante os pecados dos seus membros, a Igreja é antes de tudo a comunidade daqueles que são chamados à santidade e se empenham cada dia por alcançá-la (João Paulo II, Audiência Geral de 3 de setembro de 1997).

  • SEGUNDO MISTÉRIO: MARIA BRILHA COMO MODELO
A Igreja olha para Maria. Não só contempla o dom maravilhoso da sua plenitude de graça, mas esforça-se por imitar a sua perfeição. Maria é a inteiramente santa. Ela representa para a comunidade dos crentes o paradigma da autêntica santidade que se realiza na união com Cristo. A vida terrena da Mãe de Deus é, com efeito, caracterizada pela perfeita sintonia com a pessoa do Filho e pela dedicação total à obra redentora por Ele realizada (João Paulo II, Audiência Geral de 3 de setembro de 1997).

  • TERCEIRO MISTÉRIO: MISTÉRIO DA ENCARNAÇÃO
O acontecimento da Encarnação, de Deus que se faz homem como nós, que nos mostra o realismo inaudito do amor divino. Com efeito, o agir de Deus não se limita às palavras, aliás, poderíamos dizer que Ele não se contenta com falar, mas insere-se na nossa história e assume sobre si a dificuldade e o peso da vida humana. O Filho de Deus fez-se verdadeiramente homem, nasceu da Virgem Maria, numa época e num lugar determinados (Bento XVI, Audiência Geral de 9 de janeiro de 2013).

  • QUARTO MISTÉRIO: MARIA REÚNE E REFLETE OS IMPERATIVOS DA FÉ
A Igreja vive de fé, reconhecendo «naquela que acreditou que teriam cumprimento as coisas que lhe foram ditas da parte do Senhor» (Lucas 1, 45), a primeira e perfeita expressão da sua fé. Neste itinerário, a Virgem precede os discípulos, aderindo à Palavra divina num contínuo crescendo, que investe todas as etapas da sua vida e se propaga na própria missão da Igreja. O seu exemplo encoraja o Povo de Deus a praticar a sua fé e a aprofundar e desenvolver o seu conteúdo (João Paulo II, Audiência Geral de 3 de setembro de 1997).

  • QUINTO MISTÉRIO: MARIA ATRAI OS FIÉIS AO FILHO
Cristo é o Mestre por excelência, o revelador e a revelação. Não se trata somente de aprender as coisas que Ele ensinou, mas de «aprender a Ele». Porém, nisto, qual mestra mais experimentada do que Maria? Se do lado de Deus é o Espírito, o Mestre interior, que nos conduz à verdade plena de Cristo , de entre os seres humanos, ninguém melhor do que Ela conhece Cristo, ninguém como a Mãe pode introduzir-nos no profundo conhecimento do seu mistério (João Paulo II, Carta Apostólica sobre o Rosário — «Rosarium Virginis Mariae», 14).

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© Laboratório da fé, 2013

Maio, mês de Maria, 2013 — Laboratório da fé
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 22.5.13 | Sem comentários
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