Maria na Anunciação


Enriquecida, desde o primeiro instante da sua conceição, com os esplendores duma santidade singular, a Virgem de Nazaré é saudada pelo Anjo, da parte de Deus, como «cheia de graça» (cf. Lucas 1,28); e responde ao mensageiro celeste: «eis a escrava do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra» (Lucas 1, 38). Deste modo, Maria, filha de Adão, dando o seu consentimento à palavra divina, tornou-se Mãe de Jesus e, não retida por qualquer pecado, abraçou de todo o coração o desígnio salvador de Deus, consagrou-se totalmente, como escrava do Senhor, à pessoa e à obra de seu Filho, subordinada a Ele e juntamente com Ele, servindo pela graça de Deus omnipotente o mistério da Redenção (Constituição Dogmática sobre a Igreja — «Lumen Gentium», 56).

Mistérios a partir do texto da «Lumen Gentium»


  • PRIMEIRO MISTÉRIO: UMA SANTIDADE SINGULAR
É bom ter presente que a eminente santidade de Maria não foi apenas um dom singular da liberalidade divina: foi também o fruto da contínua e generosa correspondência da sua livre vontade às moções interiores do Espírito Santo. É por motivo da perfeita harmonia entre a graça divina e a atividade da sua natureza humana que a Virgem rendeu suprema glória à Santíssima Trindade e se tornou honra insigne da Igreja (Paulo VI, Exortação Apostólica sobre o culto da Virgem Maria, Mãe da Igreja e modelo de todas as virtudes, 4).

  • SEGUNDO MISTÉRIO: CHEIA DE GRAÇA
«Cheia de graça»: esta palavra dirigida a Maria apresenta-se como uma qualificação própria da mulher destinada a converter-se na mãe de Jesus. Recorda-o oportunamente a Constituição Dogmática sobre a Igreja quando afirma: «A Virgem de Nazaré é saudada pelo Anjo, da parte de Deus, como ‘cheia de graça’». É a manifestação do plano salvador de Deus em relação a Maria. É o nome que Maria tem aos olhos de Deus (João Paulo II, Audiência Geral de 8 de maio de 1996).

  • TERCEIRO MISTÉRIO: EIS A ESCRAVA DO SENHOR
As palavras de Maria na Anunciação — «Eis a escrava do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra» — manifestam uma atitude característica da religiosidade hebraica. Moisés, no início da antiga aliança, como resposta ao chamamento do Senhor, tinha-se declarado seu servo. Ao chegar a nova aliança, também Maria responde a Deus com um ato de consciente abandono à vontade de Deus, manifestando uma plena disponibilidade para ser «a escrava do Senhor» (João Paulo II, Audiência Geral de 4 de setembro de 1996).

  • QUARTO MISTÉRIO: ABRAÇOU O DESÍGNIO SALVADOR DE DEUS
Na realização do desígnio divino dá-se a livre colaboração da pessoa humana. No diálogo com o mensageiro celestial, a atenção centra-se no conteúdo das suas palavras que exigem a Maria uma escuta intensa e uma fé pura. Maria, acreditando na palavra do Senhor, coopera no cumprimento da maternidade anunciada. No início da nova aliança, Maria, com a sua fé, exerce um influxo decisivo na realização do mistério da Encarnação, início e síntese de toda a missão redentora de Jesus (João Paulo II, Audiência Geral de 3 de julho de 1996).

  • QUINTO MISTÉRIO: CONSAGROU-SE À PESSOA E OBRA DO SEU FILHO
No momento da Anunciação, Maria consagrou-se totalmente à pessoa e obra do seu Filho. Com a sua plena obediência à vontade de Deus, Maria está disposta a viver tudo o que o amor divino tem previsto para a sua vida. Para Maria, a entrega à pessoa e obra de Jesus significa a união íntima com o seu Filho, o compromisso materno de cuidar do seu crescimento humano e a cooperação na sua obra de salvação (cf. João Paulo II, Audiências Gerais de 4 e 18 de setembro de 1996).

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Maio, mês de Maria, 2013 — Laboratório da fé

Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 11.5.13 | Sem comentários
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