Maio, Mês de Maria


«Maria expressa sobretudo o segredo mais profundo da sua vida. Nestas palavras, ela está por inteiro. A sua vida, de facto, foi um ‘sim’ profundo ao Senhor. Um ‘sim’ cheio de alegria e de confiança. Maria, cheia de graça, viveu toda a sua existência completamente disponível a Deus, em perfeita sintonia com a vontade divina. [...] ‘Fazei tudo o que Ele vos disser’. Esta breve frase contém o programa de vida que Maria realizou como primeira discípula do Senhor. É um programa de vida que se apoia num fundamento sólido que tem um nome: Jesus. [...] Construí a vossa vida sobre o fundamento que é Jesus. Desejo que a vossa meditação sobre o mistério de Maria vos leve a imitar a sua maneira de viver. Aprendei com ela a escutar e a pôr em prática a Palavra de Deus» (João Paulo II, Mensagem para o Dia Mundial da Juventude de 1988). 

Ano da Fé

Em pleno Ano da Fé para celebrar o cinquentenário do II Concílio do Vaticano, somos convidados a repassar a história da nossa fé, mantendo o olhar fixo sobre Jesus Cristo: nele encontra plena realização o desejo mais profundo do coração humano. «Pela fé, Maria acolheu a palavra do Anjo e acreditou no anúncio de que seria Mãe de Deus na obediência da sua dedicação. Ao visitar Isabel, elevou o seu cântico de louvor ao Altíssimo pelas maravilhas que realizava em quantos a Ele se confiavam. Com alegria e trepidação, deu à luz o seu Filho unigénito, mantendo intacta a sua virgindade. Confiando em José, seu Esposo, levou Jesus para o Egito a fim de O salvar da perseguição de Herodes. Com a mesma fé, seguiu o Senhor na sua pregação e permaneceu a seu lado mesmo no Gólgota. Com fé, Maria saboreou os frutos da ressurreição de Jesus e, conservando no coração a memória de tudo, transmitiu-a aos Doze reunidos com Ela no Cenáculo para receberem o Espírito Santo» (Bento XVI, «A Porta da Fé» 13). 

Mãe da Igreja

Neste caminho celebrativo, preparamos os 50 anos da proclamação de Maria como «Mãe da Igreja», pelo Papa Paulo VI (1964) e os 40 anos da Carta Encíclica sobre o culto mariano — «Marialis Cultus» (1974). Este documento dá continuidade ao oitavo capítulo da Constituição sobre a Igreja («Lumen Gentium» — LG) dedicado a Maria no mistério de Cristo e da Igreja. «A Mãe de Deus é o tipo e a figura da Igreja, na ordem da fé, da caridade e da perfeita união com Cristo, como já ensinava S. Ambrósio» (LG 63). «A Virgem é invocada na Igreja com os títulos de advogada, auxiliadora, socorro, medianeira. Mas isto entende-se de maneira que nada tire nem acrescente à dignidade e eficácia do único mediador, que é Cristo» (LG 62). «Na verdade, as várias formas de piedade para com a Mãe de Deus, aprovadas pela Igreja, dentro dos limites de sã e recta doutrina, segundo os diversos tempos e lugares e de acordo com a índole e modo de ser dos fiéis, têm a virtude de fazer com que, honrando a mãe, melhor se conheça, ame e gloria fique o Filho, por quem tudo existe e no qual ‘aprouve a Deus que residisse toda a plenitude’, e também melhor se cumpram os seus mandamentos» (LG 66). «Os fiéis lembrem-se de que a verdadeira devoção não consiste numa emoção estéril e passageira, mas nasce da fé, que nos faz reconhecer a grandeza da Mãe de Deus e nos incita a amar filialmente a nossa mãe e a imitar as suas virtudes» (LG 67). 

Fazei tudo o que ele vos disser

«Esta passagem diz-nos, na sua simplicidade, duas coisas muito importantes. A primeira é que Deus se interessa sempre por nós, até mesmo nas festas e durante os banquetes. A segunda é que também Maria se interessa por essas nossas ocupações e as olha com um olhar vigilante e maternal» (Carlo Maria Martini, «Tomados de assombro», ed. Paulinas).

© Laboratório da fé, 2013

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Maio, mês de Maria, 2013 — Laboratório da fé

Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 1.5.13 | Sem comentários
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