Nossa Senhora de Fátima, 13 de maio


Evangelho segundo Mateus 12, 46-50

Naquele tempo, enquanto Jesus estava a falar à multidão, chegaram sua Mãe e seus irmãos. Ficaram do lado de fora e queriam falar-Lhe. Alguém Lhe disse: «Tua Mãe e teus irmãos estão lá fora e querem falar contigo». Mas Jesus respondeu a quem O avisou: «Quem é minha mãe e quem são meus irmãos?». E apontando para os discípulos, disse: «Estes são a minha mãe e os meus irmãos: todo aquele que fizer a vontade de meu Pai que está nos Céus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe».

Esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe

A Igreja que está em Portugal celebra, neste dia 13 de maio, a festa em honra de Nossa Senhora de Fátima. Trata-se da evocação de um acontecimento vivido pelos «pastorinhos» Lúcia, Jacinta e Francisco, no dia 13 de maio de 1917, na Cova da Iria, em Fátima. Entre as várias opções apresentadas pelo lecionário para este dia, seguimos o texto evangélico de Mateus (12, 46-50).
Jesus Cristo viveu com a sua família, em Nazaré, cerca de 30 anos. Apesar de não existirem dados sobre esse tempo vivido em Nazaré, parece-nos o mais provável. Depois, talvez atraído pelos apelos de João Batista, abandonou a sua povoação e o seu trabalho, e partiu para uma nova experiência, cujo início fica marcado pelo batismo no rio Jordão. A partir daqui, reuniu à sua volta um grupo seguidores (homens e mulheres) dispostos a partilhar a vida. 
Ao iniciar uma nova forma de convivência (familiar), Jesus Cristo descobriu uma maneira de viver ainda mais forte do que a relação familiar. É claro que Jesus Cristo não põe em causa a família. Mas deu-se conta de que a relação alicerçada na fé pode ter mais vantagens do que a relação biológica. É neste sentido que podemos interpretar as declarações do texto evangélico: «Estes são a minha mãe e os meus irmãos: todo aquele que fizer a vontade de meu Pai que está nos Céus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe».
Jesus Cristo apresenta os discípulos como a sua nova família. Aqueles e aquelas que se alimentam da sua palavra e vivem os seus ensinamentos, isto é, os que se dedicam a ser suas testemunhas são os membros da sua família. «A família que Jesus pretende, para além de qualquer outra consideração, é a que se fundamenta na fé e no amor. 'Quem são a minha mãe e os meus irmãos?' — pergunta um dia Jesus de forma provocatória, precisamente diante da sua família carnal. E o próprio Jesus, apontando para outros que não eram da sua família carnal, referiu-se aos que escutavam a sua palavra, dizendo: 'Estes são a minha mãe e meus irmãos: os que escutam a Palavra de Deus e a põem em prática'» (Martín Gelabert Ballester).
Maria está presente nos dois lados familiares: biológico e eclesial. Na verdade, Maria é a primeira cristã, a primeira discípula do seu filho. «Maria foi a primeira que observou de maneira plena a palavra do seu Filho, demonstrando deste modo que O ama não apenas como Mãe, mas ainda antes como serva humilde e obediente; por isso, Deus Pai amou-a e nela a Santíssima Trindade fez a sua morada» (Bento XVI).
Neste mês de maio, «Mês de Maria» em tempo de Páscoa, deixemo-nos guiar pelo exemplo de Maria: «fazei tudo o que ele vos disser», para sermos membros da sua família.

© Laboratório da fé, 2013

João 20, 20 - www.laboratoriodafe.net
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 13.5.13 | Sem comentários
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