Quarta-feira da sétima semana de Páscoa


Evangelho segundo João 17, 11b-19

Naquele tempo, Jesus ergueu os olhos ao Céu e orou deste modo: «Pai santo, guarda-os em teu nome, o nome que Me deste, para que sejam um, como Nós. Quando Eu estava com eles, guardava-os em teu nome, o nome que Me deste. Guardei-os e nenhum deles se perdeu, a não ser o filho da perdição; e assim se cumpriu a Escritura. Mas agora vou para Ti; e digo isto no mundo, para que eles tenham em si mesmos a plenitude da minha alegria. Dei-lhes a tua palavra e o mundo odiou-os, por não serem do mundo, como Eu não sou do mundo. Não peço que os tires do mundo, mas que os livres do mal. Eles não são do mundo, como Eu não sou do mundo. Consagra-os na verdade. A tua palavra é a verdade. Assim como Tu Me enviaste ao mundo, também Eu os enviei ao mundo. Eu consagro-Me por eles, para que também eles sejam consagrados na verdade».

Como Tu Me enviaste ao mundo, também Eu os enviei

Jesus Cristo pronuncia uma oração no final do discurso de despedida. Reza pelos seus discípulos. E pede ao Pai quatro coisas para os discípulos: unidade, alegria, livres do mal, verdade. Para Jesus Cristo, o mais importante é que os seus discípulos vivam unidos, alegres, nunca pratiquem o mal e sejam verdadeiros.
Em primeiro lugar, a unidade. Uma unidade igual à que existe entre o Pai e o Filho. Ele pede que a unidade entre os cristãos seja um reflexo, uma imagem visível, da unidade entre Ele e Deus (Pai). 
Em segundo lugar, a alegria. A preocupação de Jesus Cristo é que os seus discípulos sejam felizes. Ele pede que os cristãos sejam um reflexo, uma imagem visível, da plenitude da alegria. Nada poderá destruir esta alegria, porque é a alegria de Jesus Cristo presente na vida dos seus discípulos e discípulas. 
Em terceiro lugar, a ausência do mal. Tal como na oração do Pai nosso, Jesus Cristo pede que os seus discípulos vivam livres de todo o mal. Ele sabe que só a força de Deus pode ajudar os seus amigos a viverem livres do mal.
Em quarto lugar, a verdade. Jesus Cristo pede que os cristãos «sejam consagrados na verdade». Não se trata de um conceito filosófico. É difícil explicar o conceito de «verdade» no evangelho segundo João. Talvez possamos dizer que a petição pela consagração na verdade engloba as três anteriores. Isto é: ser consagrado na verdade é viver na unidade, na plenitude da alegria, livres do mal!
Com estas quatro características, os discípulos são enviados ao mundo. Não somos enviados de qualquer maneira. Antes, é o próprio Jesus Cristo que reza ao Pai por nós! E somos enviados com a mesma missão: «Como Tu Me enviaste ao mundo, também Eu os envio». A nossa tarefa específica consiste em fazer o mesmo trabalho que Jesus efetuou ao longo da sua existência terrena: comprometidos com o humano e profundamente unidos a Deus. A concretização desta missão só é possível se nos inscrevermos no Centro de Emprego de Jesus Cristo, onde Ele tem preparado para nós um curso de formação profissional. Estamos dispostos a frequentá-lo ou preferimos continuar a receber o «rendimento mínimo»?

© Laboratório da fé, 2013

João 20, 20 - www.laboratoriodafe.net
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 15.5.13 | Sem comentários
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