Pequeninos do Senhor


É muito importante caminhar lado a lado com Jesus para o crescimento da fé, desde pequenino. É no dia a dia que as crianças aprendem os valores cristãos e desenvolvem a sua fé na pessoa de Jesus Cristo, através dos exemplos que observam dos seus pais e orientadores. 
Os sete primeiros anos de vida tratam de uma fase fundamental da existência humana e é considerado o momento mais importante da formação do caráter, da personalidade , da afetividade e dos valores; momento em que a formação psicológica da criança é desenvolvida e todas as suas experiências vividas até então serão assimiladas e servirão de base para suas condutas durante o resto da vida. 
Mas, como fazer essa caminhada cristã enquanto a criança está no ventre materno? 
Tudo começa desde a conceção! O bebé está a ser gerado nas entranhas da mãe, ou seja, no mais íntimo do seu ser, onde reside o Sopro Divino do amor, que está a gerar esta nova vida. Neste tempo de gestação, a mãe é responsável pelo desenvolvimento não só físico do seu bebé, alimentando-se adequadamente para que ele seja nutrido; mas, é responsável, também, pela nutrição emocional e espiritual que se inicia neste tempo. A fé é algo que transcende o entendimento, mas que pode ser sentida e vivenciada desde a conceção do ser humano, pois a criatura é fruto do Criador e, portanto, fala e compreende a mesma linguagem. Por isso, rezar todos os dias para que o bebé ouça a voz da sua mãe e o seu louvor a Deus, faz com que ele também louve o Senhor por seu intermédio. 
A mamá deve conversar com o seu bebé, contar-lhe tudo o que vê, com os olhos e com o coração, sobre as maravilhas feitas pelo Criador! Tentar explicar as cores do céu, como é a natureza, o arco-íris; falar sobre os passarinhos que voam, a variedade de peixinhos nos mares e a beleza dos animais. Falar também, da sensação de frio e de calor; da chuva que cai do céu e das nuvens que lá se formam... e principalmente, falar do amor que sente pelo seu bebé e o quanto ele é esperado. O bebé vai conhecer o mundo, em primeiro lugar, por tudo o que a mãe conta, principalmente através da emoção que ela passa ao descrevê-lo. Esta perceção vai existir sempre e isso fará com que ele, durante a sua vida, acredite naquilo que não pode ver, mas que de facto existe, porque aprendeu a ter fé, a esperar para ver o que ainda não é visível aos olhos, mas que já pode ser sentido no coração. Esse exercício deve acontecer também após o nascimento. Desta forma o vínculo entre mãe, filho e Deus com certeza que será fortalecido.

© Rachel Abdalla www.pequeninosdosenhor.org
© Adaptado por Laboratório da fé, 2013

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Rachel Abdalla é fundadora e presidente da Associação Católica Pequeninos do Senhor (desde 1997); membro da 'Equipa de Trabalho' do 'Ambiente Virtual de Formação' da Arquidiocese de Campinas, São Paulo (desde 2011); coordenadora da Catequese da Família da paróquia de Nossa Senhora das Dores, em Campinas, São Paulo (desde 2012); colaboradora da Agência ZENIT – O mundo visto de Roma, na coluna quinzenal de orientação catequética Pequeninos do Senhor (desde 2012). 

Outros artigos publicados no Laboratório da fé


Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 29.4.13 | Sem comentários
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