Sexta-feira da terceira semana de Páscoa

Evangelho segundo João 6, 52-59

Naquele tempo, os judeus discutiam entre si: «Como pode Jesus dar-nos a sua carne a comer?». Então Jesus disse-lhes: «Em verdade, em verdade vos digo: Se não comerdes a carne do Filho do homem e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna; e Eu o ressuscitarei no último dia. A minha carne é verdadeira comida e o meu sangue é verdadeira bebida. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em Mim e Eu nele. Assim como o Pai, que vive, Me enviou e Eu vivo pelo Pai, também aquele que Me come viverá por Mim. Este é o pão que desceu do Céu; não é como o dos vossos pais, que o comeram e morreram: quem comer deste pão viverá eternamente». Assim falou Jesus, ao ensinar numa sinagoga, em Cafarnaum.

Este é o pão que desceu do Céu; não é como o dos vossos pais

Jesus Cristo oferece uma comida saudável, capaz de alimentar a «fome» mais profunda do ser humano. Mas, para que seja tomada como alimento que regenera a nossa vida ressuscitada é preciso que seja mastigado com calma, em (longos) momentos de tranquilidade. Uma pausa em cada dia para sintonizar com a presença de Deus — nada melhor do que a oração iluminada pela Palavra de Deus proposta pela liturgia de cada dia — ajuda-nos a saborear a qualidade deste alimento oferecido por Jesus Cristo.
«Este é o pão que desceu do Céu; não é como o dos vossos pais». Alimentar-se deste pão é deixar que a nossa vida se una à vida ressuscitada de Jesus Cristo, para que a nossa seja também uma vida ressuscitada, para que este alimento se torne na «carne da nossa carne». É unir-se totalmente a Ele, de forma que a maneira de viver de Jesus Cristo seja também a maneira de viver daqueles que se alimentam deste «pão que desceu do Céu».

© Laboratório da fé, 2013

A propósito dos textos litúrgicos de hoje, na homilia , na capela da Casa Santa Marta, o Papa Francisco salientou que a voz de Jesus Cristo passa pela inteligência e vai ao coração. Ela vai ao coração porque é Palavra de amor, bela, produz amor, faz amar. Os doutores da lei respondem apenas com a cabeça. Não sabem que a Palavra de Deus fala ao coração. Quando entra a ideologia na Igreja, quando entra a ideologia na inteligência do Evangelho, não se entende mais nada. E esses ideólogos — como sabemos da História da Igreja — acabam por se tornar em intelectuais sem talento, moralistas sem bondade. Nem falemos de beleza, porque disso eles não entendem nada. Ao contrário, a estrada do amor, a estrada do Evangelho é simples: é a estrada que os santos entenderam. Os santos são os que levam a Igreja por diante! Peçamos hoje ao Senhor pela Igreja. Que o Senhor a liberte de qualquer interpretação ideológica e abra o coração da Igreja, da nossa Mãe Igreja, ao Evangelho simples, àquele Evangelho puro que nos fala de amor, que produz amor é tão bonito! E que nos torna mais belos, com a beleza da santidade. (fonte: www.news.va)

João 20, 20 - www.laboratoriodafe.net
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 19.4.13 | Sem comentários
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