— Todo tiene su momento - blog de Pedro Jaramillo —

Sábado da quarta semana


— Evangelho segundo João 7, 40-53

Naquele tempo, alguns que tinham ouvido as palavras de Jesus diziam no meio da multidão: «Ele é realmente o Profeta». Outros afirmavam: «É o Messias». Outros, porém, diziam: «Poderá o Messias vir da Galileia? Não diz a Escritura que o Messias será da linhagem de David e virá de Belém, a cidade de David?» Houve assim desacordo entre a multidão a respeito de Jesus. Alguns deles queriam prendê-l’O, mas ninguém Lhe deitou as mãos. Então os guardas do templo foram ter com os príncipes dos sacerdotes e com os fariseus e estes perguntaram-lhes: «Porque não O trouxestes?». Os guardas responderam: «Nunca ninguém falou como esse homem». Os fariseus replicaram: «Também vos deixastes seduzir? Porventura acreditou n’Ele algum dos chefes ou dos fariseus? Mas essa gente, que não conhece a Lei, está maldita». Disse-lhes Nicodemos, aquele que anteriormente tinha ido ter com Jesus e era um deles: «Acaso a nossa Lei julga um homem sem antes o ter ouvido e saber o que ele faz?» Responderam-lhe: «Também tu és galileu? Investiga e verás que da Galileia nunca saiu nenhum profeta». E cada um voltou para sua casa.

— «Porque não O trouxestes? [...] 

     «Nunca ninguém falou como esse homem»

No evangelho de João, o enredo para prender Jesus para o fazer desaparecer começa muito cedo. A leitura de hoje começa por apresentar uma divisão de opiniões a respeito de Jesus e da sua origem. Havia gente com opiniões muito positivas sobre Jesus: diziam que era um profeta ou, abertamente, o Messias.
Mas, outro grupo estava totalmente contra: a origem galileia de Jesus não só os deixava perplexos, mas até «queriam prendê-l'O».
Aliás, os guardas foram para o prender, mas voltaram sem ele e até fascinados pelos seus ensinamentos: «Nunca ninguém falou como esse homem».
Contra esta opinião tão positiva e até entusiasta reagem violentamente alguns fariseus. As críticas são muito significativas: «Também vos deixaste seduzir? Porventura acreditou n'Ele algum dos chefes ou dos fariseus? Mas essa gente, que não conhece a Lei, está maldita».
Nem todos os fariseus pensavam assim. Uma reação contrária é incarnada pelo sensato Nicodemos: «Acaso a nossa Lei julga um homem sem antes o ter ouvido e saber o que ele faz?». Mas, procuram dar-lhe uma lição: «Investiga e verás que da Galileia nunca saiu nenhum profeta».

— Sinais para o caminho de fé

  • A nossa fé tem também uma dimensão profética. Pelo batismo, participamos em Cristo, Sacerdote, Profeta e Rei. Não podemos deixar que perguntar como levamos à prática a nossa condição de profetas.
  • Jesus, como profeta, foi claro e fascinante no anúncio da verdade de Deus, do ser humano e do mundo; mas foi também sincero na denúncia.
  • Os ensinamentos e as atitudes «novas» de Jesus produzem uma divisão. Nem todos gostam e mais: alguns desgostam abertamente. Cumpre-se a profecia de Simeão: «será sinal de contradição; e assim se manifestarão claramente os pensamentos de todos» (Lucas 2, 34).
  • O caminho de uma fé auténtica supõe a capacidade para carregar sobre os próprios ombros as consequências da nossa missão profética. Alguns levaram-na até ao martírio.
© Pedro Jaramillo
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2013
— a utilização ou publicação deste texto precisa da prévia autorização do autor —




Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 16.3.13 | Sem comentários
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