— Sábado de Cinzas —

— Evangelho segundo Lucas 5, 27-32

Naquele tempo, Jesus viu um publicano chamado Levi, sentado no posto de cobrança, e disse-lhe: «Segue-Me». Ele, deixando tudo, levantou-se e seguiu Jesus. Levi ofereceu-lhe um grande banquete em sua casa. Havia grande número de publicanos e de outras pessoas com eles à mesa. Os fariseus e os escribas murmuravam, dizendo aos discípulos: «Porque comeis e bebeis com os publicanos e os pecadores?» Então Jesus, tomando a palavra, disse-lhes: «Não são os que têm saúde que precisam de médico, mas sim os doentes. Eu não vim chamar os justos, vim chamar os pecadores, para que se arrependam».


«Eu não vim chamar os justos, vim chamar os pecadores, 

      para que se arrependam»

«O pecado não existe». Esta frase é dita por muitos à boca cheia. Que pena! Porque se não há pecados, não há pecadores. Então para que é que Jesus veio viver a nossa vida como ser humano?
Num passado não muito longínquo, fazia-se o exame de consciência à luz dos mandamentos de Deus e da Igreja, ou então enumerando os pecados capitais. Hoje, confrontamos a nossa vida com a palavra de Deus para reconhecer que somos pecadores. Em suma, podemos definir o pecado como uma recusa em amar a Deus, o próximo e a nós mesmos. A Palavra diz-no-lo claramente. Jesus mostra-o ao mestre da Lei que lhe prega uma ratoeira. Cita-lhe os dois grandes mandamentos: «Amarás o Senhor teu Deus [...]. Amarás o próximo como a ti mesmo» (Mateus 22, 37.39).
Quem pode pretender chegar ao topo do amor a Deus? Quem pode reconhecer que ama com todo o coração, com todas as forças, com todo o entendimento? Não nos acontece de por vezes colocar os nossos próprios interesses acima do amor a Deus? E quem pode dizer com toda a verdade que se ama o suficiente para cuidar da sua saúde, do seu saber intelectual, espiritual, e do seu saber pela fé? E quem pode se felicitar de amar sempre o próximo, partilhando, perdoando, fazendo tudo para construir a paz e a justiça?
Reconheçamos, portanto, que somos pecadores. Reconheçamos, sobretudo, a infinita misericórdia do Senhor que nos torna capazes de ser melhores.

Senhor Jesus, eu quero seguir-te. 
Sou pecador. Foi por mim que tu vieste. 
Obrigado, Senhor.

© Denise Lamarche, «Vie Liturgique», Novalis - Bayard Presse Canada inc.
© Tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2013
— a utilização ou publicação deste texto precisa da prévia autorização —

Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 16.2.13 | Sem comentários
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