— Todo tiene su momento - blog de Pedro Jaramillo —

Quinta-feira da primeira semana


— Evangelho segundo Mateus 7, 7-12

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Pedi e dar-se-vos-á, procurai e encontrareis, batei à porta e abrir-se-vos-á. Porque todo aquele que pede recebe, quem procura encontra e a quem bate à porta abrir-se-á. Qual de vós dará uma pedra a um filho que lhe pede pão, ou uma serpente se lhe pedir peixe? Ora, se vós que sois maus, sabeis dar coisas boas aos vossos filhos, quanto mais o vosso Pai que está nos Céus as dará àqueles que Lhas pedem! Portanto, o que quiserdes que os homens vos façam fazei-lho vós também: esta é a Lei e os Profetas».

— «Pedi e dar-se-vos-á, procurai e encontrareis, batei à porta e abrir-se-vos-á»

Uma exortação à confiança na oração. Três imperativos: pedi, procurai, batei... e três resultados: dar-se-vos-á, encontrareis, abrir-se-vos-á. O que não sabemos é o como desses resultados da nossa oração de petição. As respostas de Deus, às vezes, desconcertam-nos.
O exemplo que o Senhor apresenta é um convite à confiança: um pai não dá coisas más como resposta ao pedido do seu filho. Quanto mais o Pai dos Céus dará coisas boas! São Paulo respondia assim: «para os que amam a Deus, tudo lhes serve para o bem». Não será essa a maior prova de confiança?
O versículo 12 sugere uma alteração do tema: já não é a oração. Agora, é o trato mútuo: «o que quiserdes que os homens vos façam fazei-lho vós também». Nessa regra, chamada «regra de ouro», resume-se a Escritura: a Lei e os Profetas.

— Sinais para o caminho de fé

  • Da nossa fé procede a oração de petição. De uma fé que se transforma em confiança. Mas da falta de resposta por parte de Deus às nossas petições surgem, às vezes, grandes crises de fé
  • O Papa recorda com frequência, no contexto da fé, o «silêncio de Deus». Batemos à porta mas não nos abre; pedimos e não recebemos, procuramos e não encontramos. Deus fica em silêncio.
  • Precisamos de uma simples revisão da nossa oração de petição. Muitas vezes, confundimo-la com um contrato mágico com Deus. Utilizamos Deus, como se Ele fosse a solução para os assuntos que deixou nas nossas mãos, a partir da liberdade que nos deu. Há que fazer verdade o nosso refrão: «a Deus rogando com e com o maço dando».
  • A última indicação de Jesus volta-nos a recordar a união da fé com a caridade. O «trato» com os outros — Jesus quer que seja semelhante ao que desejamos para nós —, não é o «trato das normas de educação». É muito mais: é a proximidade, a solidariedade, o acompanhamento, a entrega.
© Pedro Jaramillo
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2013
— a utilização ou publicação deste texto precisa da prévia autorização do autor —



Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 21.2.13 | Sem comentários
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