— Todo tiene su momento - blog de Pedro Jaramillo —

Sábado de Cinzas


— Evangelho segundo Lucas 5, 27-32

Naquele tempo, Jesus viu um publicano chamado Levi, sentado no posto de cobrança, e disse-lhe: «Segue-Me». Ele, deixando tudo, levantou-se e seguiu Jesus. Levi ofereceu-lhe um grande banquete em sua casa. Havia grande número de publicanos e de outras pessoas com eles à mesa. Os fariseus e os escribas murmuravam, dizendo aos discípulos: «Porque comeis e bebeis com os publicanos e os pecadores?» Então Jesus, tomando a palavra, disse-lhes: «Não são os que têm saúde que precisam de médico, mas sim os doentes. Eu não vim chamar os justos, vim chamar os pecadores, para que se arrependam».

— «Eu não vim chamar os justos, vim chamar os pecadores, 

      para que se arrependam»

A vocação de Levi (Mateus) é simbólica. O «segue-me» do discipulado dirige-se, desta vez, a um «pecador público». Assim eram considerados os publicanos, aqueles malvados «cobradores de impostos» para o império opressor.
Acima de todas as leis de pureza, um diálogo salvador: Jesus chama; e Levi responde: «deixando tudo, levantou-se e seguiu Jesus». Três ações significativas: «deixando tudo» - fica para trás a sua condição de cobrador de impostos; «levantou-se» - interessante o verbo que se utiliza com frequência para a conversão («levantar-se»; o filho pródigo diz: «levantar-me-ei...»); «seguiu Jesus» - inicia assim o caminho do discipulado.
Como em todas as coisas importantes da vida, Levi sente o desejo de «celebrar» o seu novo estilo de vida. E, volta o banquete, como comida e como símbolo. Um banquete de pecadores públicos e, à mesa, Jesus com os seus discípulos, para celebrar a conversão.
O escândalo está servido. E não se deixa esperar: murmuração e crítica por parte dos fariseus puritanos. Ocasião para Jesus fazer uma descrição da sua missão com beleza e esperança«Não são os que têm saúde que precisam de médico, mas sim os doentes. Eu não vim chamar os justos, vim chamar os pecadores, para que se arrependam». Como dizem na minha terra: «mais claro do que a água». 

— Sinais para o caminho de fé

  • Dois perigos de uma fé vivida de forma errada: pensar que somos os privilegiados e desqualificar, desapreciar os pecadores. Traçamos uma perigosa linha divisória. Com frequência, o coração crente torna-se duro e intolerante. Pode tratar-se, inclusive, de um caminho que torna «sectária» a nossa fé.
  • A resposta à fé a partir do amor: Sem dúvida que o evangelista, «concentra» numa só cena o chamamento que Jesus faz a Levi. Mas, a partir dela, podemos dizer: «O cristão é uma pessoa conquistada pelo amor de Cristo e movido por este amor» (Bento XVI, Mensagem para a Quaresma).
  • Somos chamados à fé. A fé é «acolhimento, cheio de admiração e gratidão, de uma iniciativa divina inaudita que nos precede e solicita» (Bento XVI, Mensagem para a Quaresma). A fé não é nossa iniciativa, fazendo um favor a Deus, mas somos chamados: ninguém acredita, se o Pai não o atrair» (João 6, 44).
  • A fé que nos faz justos é um chamamento para todos. Chamou-nos a nós, também sendo pecadores. Tem nos pecadores os melhores «candidatos». Entre os pecadores, a fé não «se mancha»; abre sempre caminhos: o arrependimento é o primeiro.
© Pedro Jaramillo
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2013
— a utilização ou publicação deste texto precisa da prévia autorização do autor —


Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 16.2.13 | Sem comentários
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