— palavra para o dia sete de fevereiro, memória das Chagas de Jesus —



— Evangelho segundo João 19, 28-37

Naquele tempo, sabendo que tudo estava consumado e para que se cumprisse a Escritura, Jesus disse: «Tenho sede». Estava ali um vaso cheio de vinagre. Prenderam a uma vara uma esponja embebida em vinagre e levaram-Lha à boca. Quando Jesus tomou o vinagre, exclamou: «Tudo está consumado». E, inclinando a cabeça, expirou. Por ser a Preparação da Páscoa, e para que os corpos não ficassem na cruz durante o sábado — era um grande dia aquele sábado — os judeus pediram a Pilatos que se lhes quebrassem as pernas e fossem retirados. Os soldados vieram e quebraram as pernas ao primeiro, depois ao outro que tinha sido crucificado com ele. Ao chegarem a Jesus, vendo-O já morto, não Lhe quebraram as pernas, mas um dos soldados trespassou-Lhe o lado com uma lança, e logo saiu sangue e água. Aquele que viu é que dá testemunho e o seu testemunho é verdadeiro. Ele sabe que diz a verdade, para que também vós acrediteis. Assim aconteceu para se cumprir a Escritura, que diz: «Nenhum osso lhe será quebrado». Diz ainda outra passagem da Escritura: «Hão-de olhar para Aquele que trespassaram».

— E, inclinando a cabeça, expirou

Hoje, dia sete de fevereiro, a Igreja que está em Portugal celebra, na liturgia, a memória das «Cinco Chagas» de Jesus. O culto das feridas que marcaram violentamente o corpo de Jesus Cristo tem uma história antiga e viva entre os portugueses. Vários textos literários próximos do início da nacionalidade comprovam esta devoção entre o povo português. Essa importância está também demonstrada com a inscrição das «cinco chagas» na bandeira nacional.
O texto bíblico é retirado do relato dos momentos finais da vida terrena de Jesus Cristo, no evangelho segundo João. «E, inclinando a cabeça, expirou». A morte de Jesus é a maior de todas as «chagas». Tal como o é para qualquer ser humano! Deus, em Jesus Cristo, assumiu em pleno a nossa humanidade. Deus humanizou-se até ao limite, cujo ponto máximo é a experiência da morte. E, no caso, uma experiência brutal de sofrimento e morte. 
Este relato não é uma notícia do acontecido. É, antes, uma leitura pascal do evangelista. Ele «dá testemunho», ele «sabe que o seu testemunho é verdadeiro», «para que também vós acrediteis». Este é objetivo: o leitor/ouvinte, cada um de nós, também pode fazer a mesma experiência de fé. Então, a morte (a nossa morte) é uma «chaga» brutal — que até pode ser violenta —, mas é sempre iluminada pela luz da ressurreição, pela presença do Senhor Jesus Cristo ressuscitado e vivo. 
Ao celebrar as «cinco Chagas», não fiques preso à contemplação do sofrimento de Jesus Cristo. Deixa-te também iluminar pela luz da Vida.

© Laboratório da fé, 2013

Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 7.2.13 | Sem comentários
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