Cerca de 40 mil jovens estão em Roma para o Encontro Europeu promovido anualmente pela comunidade ecuménica de Taizé. Até ao dia dois de janeiro, os jovens vão refletir, rezar e partilhar a vida entre si e com as paróquias, famílias e comunidades religiosas da capital italiana. Inserido no Ano da Fé, este encontro convida os jovens a fazerem uma peregrinação aos túmulos dos apóstolos e às catacumbas. Além dos momentos de oração nas grandes basílicas romanas, haverá também um encontro com o Papa Bento XVI.

© Ateliers & Presses de Taizé, Communauté de Taizé, 71250 Taizé, France

O Caderno do Encontro apresenta várias propostas para «desobstruir as fontes da confiança em Deus»:
Primeira proposta — conversar em grupo sobre o nosso caminho na fé > > >


Segunda proposta — Procurar formas de encontrar Cristo

Jesus não ensinou uma teoria. Viveu uma vida humana semelhante à nossa, apenas com a diferença de que o amor de Deus brilhava nele sem qualquer sombra.
Contudo, j á durante a sua vida, muitos desconfiaram dele: «está fora de si» (Marcos 3, 21), «fez-se igual a Deus» ( João 5, 18).

Ninguém é obrigado a acreditar  nele. No entanto, acreditar  é mais do que um simples sentimento. É também um acto racional: é possível tomar uma opção reflectida pela fé em Cristo.
O que torna Jesus credível? O que faz que, desde há dois mil anos, haj a tanta gente a segui-lo? Não será a sua humildade? Ele não impôs nada a ninguém. Apenas foi ter com todos, para dizer que Deus está muito próximo deles.
Ele confiou nos homens e nas mulheres em quem a sociedade recusava confiar. Devolveu-lhes a sua dignidade. Aceitou ser ele próprio desprezado e excluído para não negar o amor de Deus pelos pobres e pelos excluídos.

Podemos encontrar Cristo quando  lemos a sua vida no Evangelho. Ainda hoje, ele pergunta-nos: « Quem sou eu para ti?» (Ver Mateus 16, 15). Ele disse que ele mesmo se entrega a nós na Eucaristia.
Podemos encontrá-lo  na comunhão  dos que acreditam  nele,  quando  as nossas Igrej as são comunidades  acolhedoras.
No próximo ano, vamos procurar possibilidades concretas que contribuam para a realização da comunhão visível de todos os que amam Cristo.

Encontramo-lo nos mais pobres: ele tinha  um amor particular por eles.
«O que fizerdes a um destes meus irmãos mais pequeninos, a mim mesmo o fazeis» (Mateus 25, 40); gostaríamos de realizar estas palavras de Cristo tendo em vista o nosso encontro de 2015.

Podemos encontrá-lo quando olhamos para as suas testemunhas, para aqueles que se apoiam nele.
Sozinhos ou em grupo, procuremos conversar com pessoas cuj as vidas tenham sido mudadas pelo encontro com Cristo.
Ou procuremos ler em grupo a vida de uma testemunha da fé: Francisco de Assis, Josephine Bakhita, Dietrich Bonhoeffer, Madre Teresa, Oscar Romero, Alexander Men e tantos outros.

Foram muito diferentes uns dos outros, cada um com os seus dons únicos. Não se trata de querer copiá-los, mas de ver como a sua confiança em Cristo os transformou.
Tiveram os seus defeitos; mas todos eles falaram com Deus na oração, mesmo se alguns conheceram noites interiores. A amizade com Cristo tornou-os livres, e desta forma o que eles tinham de melhor pôde florescer.

Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 29.12.12 | Sem comentários
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