Cerca de 40 mil jovens estão em Roma para o Encontro Europeu promovido anualmente pela comunidade ecuménica de Taizé. Até ao dia dois de janeiro, os jovens vão refletir, rezar e partilhar a vida entre si e com as paróquias, famílias e comunidades religiosas da capital italiana. Inserido no Ano da Fé, este encontro convida os jovens a fazerem uma peregrinação aos túmulos dos apóstolos e às catacumbas. Além dos momentos de oração nas grandes basílicas romanas, haverá também um encontro com o Papa Bento XVI.

© Ateliers & Presses de Taizé, Communauté de Taizé, 71250 Taizé, France

O Caderno do Encontro apresenta várias propostas para «desobstruir as fontes da confiança em Deus»:

Primeira proposta — Procurar formas de encontrar Cristo

Qual é o sentido da nossa vida? Como nos devemos situar perante o sofrimento e a morte? O que dá alegria de viver?
São questões a que todas as gerações e todas as pessoas são chamadas a responder.

As respostas não podem estar contidas dentro de fórmulas já feitas.
«E se Deus existisse…?» A questão de Deus não desapareceu do horizonte; contudo, a forma de a colocar modificou-se profundamente.

A nossa época, na qual a individualidade se tornou central, tem este lado positivo: valoriza a pessoa humana, a sua liberdade e a sua autonomia.
Mesmo nas sociedades onde a religião está muito presente, a confiança em Deus é cada vez menos natural; ela precisa de uma decisão pessoal.

«Deus habita numa luz inacessível, que nenhum homem viu nem pode ver.» (1 Timóteo 6,16) Estas palavras do apóstolo Paulo têm uma ressonância muito actual. Que consequências tiramos delas?
Procuremos reflectir em grupo, falemos uns com os outros, crentes, agnósticos ou ateus! A linha que separa a fé da dúvida atravessa tanto os crentes como os não crentes. 
Quando os que procuram Deus são menos afirmativos na expressão da sua fé, isso não significa que sejam menos crentes, mas sim que são muito sensíveis à transcendência de Deus. Recusam encerrar Deus em conceitos.

Se ninguém pode vê-lo, como puderam então os primeiros cristãos afirmar que, em Jesus, nós vemos Deus? «É ele a imagem do Deus invisível», escreve o mesmo apóstolo Paulo (Colossenses 1, 15).
Jesus é um com Deus, verdadeiro Deus e verdadeiro homem, sem separação nem mistura. Quantos combates se travaram ao longo da história para afinar o sentido destas expressões paradoxais do mistério de Deus! Elas não se substituem à nossa procura pessoal, mas balizam o nosso caminho.

Através de tudo o que é e faz, Jesus mostra que Deus é amor, revelando o coração de Deus. Deus não é uma força arbitrária, mas Aquele que nos ama.
Os primeiros cristãos testemunharam que Jesus se ergueu da morte e que está em Deus. E vem colocar a própria vida de Deus, como um tesouro, no coração dos que encontra. Esse tesouro é também uma presença pessoal: chama-se Espírito Santo; ele consola e dá ânimo.
Os nomes «Pai», «Filho» e «Espírito Santo» indicam que Deus é comunhão, relação, diálogo, amor… ao ponto de os três serem apenas um. A fé cristã contém um paradoxo tão grande que nunca nos poderemos tornar mestres da verdade.
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 28.12.12 | Sem comentários
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