— colaboração de Luiz Carlos Pessoa da Silva —

Quando fui desafiado para escrever um texto para o Laboratório da Fé, pensei, «Não sei se tenho estofo para estar a dissertar sobre a Fé», «Psicologia é um campo em que me sinto à vontade, mas e a Fé?», «A Fé para mim não é a mesma coisa que a Fé para o meu vizinho».
Dúvidas que me fizeram refletir durante vários dias sobre o rumo que queria dar a este desafio.
Fui a procura de bibliografia sobre a relação entre a Fé e a Psicologia. Encontrei um livro interessante, escrito por um colega norte-americano (Mark W. Baker), com o título, «Jesus, O Maior Psicólogo Que Já Existiu».
Nele, Baker disserta sobre a influência que Jesus teve na História, como culturas foram formadas e guerras travadas e vidas transformadas devido as suas palavras e atos. E por que Jesus conseguiu tudo isto? Por que Ele entendia as pessoas.
Freud considerava a religião como uma «muleta» que as pessoas usavam para lidar com os seus sentimentos de desamparo. Essa postura de Freud fez com que se abrisse uma guerra entre a religião e a psicologia que perdura até os dias de hoje.
Baker relata uma experiencia em que certo dia foi fazer uma palestra a uma igreja a pedido de um amigo. Usou um dos seus textos sobre um tema de psicologia, adaptado para uma plateia de religiosos. Quando ia a meio da palestra, levantou-se um dos participantes e, disse que, embora o tema fosse interessante, não devia ser debatido na Casa de Deus.
O mesmo aconteceu quando teve uma série de conversas com colegas psicanalistas sobre o Cristianismo. A dada altura um colega saiu-se com a seguinte frase: “Convivo com esses profissionais e acho que eles não conhecem nenhum terapeuta que seja ao mesmo tempo inteligente e cristão”. Baker chegou a conclusão que existia o preconceito de ambos os lados.
No entanto, como alguns psicólogos, actualmente, estão a reavaliar muitas das ideias de Freud, as teorias psicológicas contemporâneas apresentam muitos pontos de concordância com os ensinamentos de Jesus. O Dr. Baker utilizando essas mesmas teorias, interpreta as palavras de Deus sob um novo prisma.
Numa primeira fase e ao longo da minha colaboração com o Laboratório da Fé, vou explorando aquilo que Baker vai-nos transmitindo na sua obra, não fugindo de dar a minha opinião pessoal sobre os temas que são discutidos.
Finalizo este primeiro texto com a seguinte frase de Baker: «A pessoa verdadeiramente sábia é humilde. Jesus nunca escreveu um livro, sempre falou por meio de parábolas e conduziu as pessoas à verdade através do seu exemplo vivo».

Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 17.12.12 | comentários
1 comentário:
  1. clara costa oliveira14/07/13, 15:58

    O discípulo mais famoso de Freud era cristão convicto...Jung!

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