— palavra para sexta-feira da segunda semana de advento —

— Evangelho segundo Mateus 11, 16-19

Naquele tempo, disse Jesus à multidão: «A quem poderei comparar esta geração? É como os meninos sentados nas praças, que se interpelam uns aos outros, dizendo: ‘Tocámos flauta e não dançastes; entoámos lamentações e não chorastes’. Veio João Baptista, que não comia nem bebia, e dizem que tinha o demónio com ele. Veio o Filho do homem, que come e bebe, e dizem: ‘É um glutão e um ébrio, amigo de publicanos e pecadores’. Mas a sabedoria foi justificada pelas suas obras». 

— É um glutão e um ébrio, amigo de publicanos e pecadores

Dois estilos de vida. Duas pessoas. João Batista e Jesus Cristo. João viveu, no deserto, como um asceta, privado de quase tudo. Jesus viveu, no meio do povo, igual a todos os outros, a ponto de ser chamado de «glutão» e «ébrio». Mas, pelos vistos, nem um nem outro agradou à maioria do povo. 
Jesus Cristo é a «sabedoria» de Deus, «justificada pelas suas obras». A proposta de vida cristã não se fundamenta numa simples teoria, mas na prática, na vivência diária. As obras de Jesus, «amigo de publicanos e pecadores», dão a conhecer um estilo de vida. Eis a importância de assumir um estilo de vida igual ao de Jesus Cristo.
A relação com os outros marca a atitude de vida cristã. Jesus Cristo preocupa-se em aliviar o sofrimento, em curar, em contagiar os outros com alegria, em dar razões para a esperança, em ser amigo de todos (incluindo publicanos e pecadores, que eram os mais «marginalizados» pela sociedade judaica do seu tempo). E é assim, assumindo este estilo de vida, que se pode manifestar também hoje, em nós, a «sabedoria» de Deus.

Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 14.12.12 | Sem comentários
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