— A música no laboratório da fé —

Senta-te aí

— Intérprete: Rio Grande 

Letra 

Está na hora de ouvires o teu pai
Puxa para ti essa cadeira 
Cada qual é que escolhe aonde vai 
Hora-a-hora e durante a vida inteira 

Podes ter uma luta que é só tua 
Ou então ir e vir com as marés 
Se perderes a direcção da lua 
Olha a sombra que tens colada aos pés 

Estou cansado. aceita o testemunho 
Não tenho o teu caminho pra escrever 
Tens que ser tu, com o teu próprio punho 
Era isso o que te queria dizer 

Sou uma metade do que era 
Com mais outro tanto de cidade 
Vou-me embora que o coração não espera 
À procura da mais velha metade

Esta música conta a conversa entre um pai que, no início da sua velhice, e antes de regressar à sua terra natal, decide passar o testemunho de uma vida ao seu filho. 
Sem se demitir de continuar a acompanhar o seu filho, o pai, com grande clareza mas sobretudo com grande liberdade, responsabiliza o filho para tomar “conta do leme”.
Embalados pela bonita melodia do João Gil não é difícil imaginarmo-nos num cenário idêntico. Se calhar, tendo presente a parábola do filho pródigo ou o quadro de Rembrandt facilmente nos colocamos num momento de silêncio e de pausa para escutar o Pai que nos quer falar e que, para isso, nos convida: “Senta-te aí”. 

Para o Ano da Fé 
Desafia-te a pensar na Fé como a relação que tu tens com Deus Pai. De que forma é que podes, ao longo do Ano da Fé, estreitar laços com Deus? Tornar-te (ainda) mais familiar das usas palavras? Tornar-te ainda mais consciente da tua condição de filho? 

«Se perderes a direcção da lua
Olha a sombra que tens colada aos pés»

A partir destes versos medita na forma como o Papa inicia «A Porta da Fé» (Porta Fidei). Tens presente no teu quotidiano a tua vocação/missão de Baptizado? 

«A PORTA DA FÉ (cf. Act 14, 27), que introduz na vida de comunhão com Deus e permite a entrada na sua Igreja, está sempre aberta para nós. (…) Atravessar esta porta implica embrenhar-se num caminho que dura a vida inteira. Este caminho tem início no Baptismo (cf. Rm 6, 4), pelo qual podemos dirigir-nos a Deus com o nome de Pai, (…)» (in Porta Fidei)

Claudine Pinheiro


Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 19.11.12 | Sem comentários
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